Endemias
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E COMBATE A ENDEMIAS
Em piumhi, a Vigilância Epidemiológica foi implantada em Janeiro de 2.000, desde então atua em vários programas importantes e necessários exigidos pelo Ministério da Saúde, com intuito de cumprir demandas, metas e atuar na prevenção e controle das doenças transmissíveis e ou contagiosas para evitar as epidemias das doenças.
A Vigilância Epidemiológica conta com uma equipe de profissionais que atua com propósito e objetivo de prevenir e evitar a propagação de doenças; entre esses profissionais existe um equipe de agentes operacionais de Endemias que toma medidas de controle e eliminação do vetor transmissor de dengue, o mosquito Aedes Aegypti.
Os agentes operacionais de Endemias também podem atuar no controle de outros vetores que possam transmitir Febre amarela, Leishmaniose, Esquistossomose, Chagas e raiva animal, entre outros que se possam se tornar endêmicos no município, seja na zona urbana ou zona rural.
Este programa é chamado PNCD (Plano nacional de controle da dengue), e é realizado através de uma contra partida entre município e ministério da saúde chamada PPI - VS (Programação Pactuada e Integrada - Vigilância em Saúde). Desta forma segue a execução deste importante trabalho dentro da sociedade que constitui várias etapas.
PE - PONTO ESTRATÉGICO
Existe também o controle em pontos estratégicos que são borracharias, ferro velho, oficinas e cemitério, enfim, onde há um grande número de materiais que possam acumular água e se tornarem um possível criadouro larvário, onde trabalhos é realizado quinzenalmente, também realiza a coleta de larvas para averiguar o índice de infestação, realiza-se eliminação, remoção e vedação dos recipientes, tratamento focal onde for necessário e borrifações periodicas com inseticidas afim de eliminar o mosquito adulto que possa estar alojado nos materiais periféricos, este tratamento é chamado de Perifocal.
|
|
|
Tratamento Perifocal (Borrifação)
|
|
|
|
Tratamento focal é realizado a cada bimestre totalizando 6 visitas domiciliares por ano, com o objetivo de orientar a população e descobrir focos do mosquito, eliminar água parada e efetuar tratamento quimíco.
|
|
|
Pesquisa larvaria - na rotina das visitas também é realizado o levantamento de índice, sendo um a cada bimestre. Concluindo 6 levantamentos por ano, o agente descobre os criadores larvarios e realiza coleta dessas larvas, classificam o tipo de recepiente, números de larvas coletadas e endereço de onde encontradas afim de traçar um perfil estatístico e enviam para a análise em laboratório.
|
"FORÇA TAREFA LOTE LIMPO"
Realizadas aos sábados, juntamente com o setor de limpeza urbana, com o objetivo de detectar os lotes com entulhos e muito lixo sendo realizada a limpeza e os lotes com mato alto foram roçados e os entulhos removidos. A organização da Força Terefa (arrastão da limpeza) tem como objetivo, engajar a comunidade no propósito de participação efetiva no programa de prevenção da dengue. Iniciado dia 14/02/09 e concluído dia 26/05/09. | TOTAL |
| LOTE ABERTO | 567 |
| LOTE FECHADO | 312 |
| TOTAL DE LOTES LIMPOS | 335 |
| TOTAL GERAL | 1214 |
UBV - ULTRA BAIXO VOLUME (FUMACÊ)
A partir do caso de dengue é preconizado efetuar o tratamento espacial, esse tipo de tratamento pode proceder da seguinte forma, sendo o UBV Portátil - Ultra Baixo Volume - (FUMACÊ), o qual tem sido utilizado como forma complementar á UBV pesada principalmente em áreas de díficil acesso, feito em uma cobertura completa na área selecionada ou quarteirões em um raio aproximadamente de 150 metros de um caso isolado no menor espaço de tempo possível.
PROGRAMA DE CONTROLE DA DOENÇA DE CHAGAS
Número de Triatomíneos (barbeiros) capturados X Triatomíneos infectados por Tripanossoma cruzi no período de 2005 a 2008 na zona rural do munícipio de Piumhi-MG.
Período Triatomíneos
| 2005 | 2006 | 2007 | 2008 |
2009
| 2010 | *2011 |
| Triatomíneos Capturados |
9
|
20
|
39
|
27
|
28
| 21 | 39 |
| Triatomíneos Infectados |
0
|
0
|
0
|
0
|
2
| - | 02 |
| Triatomíneos Não Infectados | | | | | | 21 | 37 |
| Foco de Triatomíneos | | | | | | 13 | 12 |
OBS: * O ANO DE 2010 NÃO HOUVE TRIATOMÍNEOS INFECTADOS
Veja abaixo algumas das ações utilizadas no controle dos Barbeiros transmissores da doença de Chagas:
 PESQUISA
|
BORRIFAÇÃO INTRA - DOMICILIAR
|

BORRIFAÇÃO PERI - DOMICILIAR
| ECÓPOTO ARTIFICIAL TÍPICO PARA ALOJAMENTO DE TRIATOMÍNEOS (BARBEIROS) |
PANSTRONGYLUS MEGISTUS
Descrição:
Distribuição: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Identificação: Todas as espécies de Panstrongylus podem ser distinguidas dos outros gêneros pela inserção das antenas junto aos olhos. P. Megistus é facilmente distinguido das outras espécies do gênero pela sua coloração uniformemente preta com marcas vermelhas no conexixo. Uma variante clara foi descrita no estado da Bahia, Brasil.
Importância Vetorial: Anteriormente considerado o principal vetor da doença de Chagas no Sudeste do Brasil, foi progressivamente substituído pelo T. infestans em muitas áreas, podendo reinvadir as casas em regiões onde o T. infestans foi eliminado.
Habitat: Populações silvestres são encontradas em diferentes habitats silvestres, especialmente em tocas de gambás e tatus. Pode invadir o peridomicílio sendo capturado com frequencia em galinheiros.
Dispersão: Todos os estádios podem ser dispersos passivamente. Os adultos também podem se dispersar através do vôo e tem sido coletado em armadilhas luminosas.
OBS: Esta espécie é a mais numerosa encontrada na zona rural de Piumhi.
Dada a grande extensão da endemia, a difusão do inseto transmissor em vastas regiões do país, a infestação total dos domicílos na zonas rurais, sem dúvida este problema sanitário oferece dificudades práticas, todas de ordem econômica. Ligado, porém, como se acha ao desenvolvimento do trabalho, a prosperidade da agricultura, ao povoamento do solo, ao aperfeiçoamento da raça de nossos sertões, ligado ainda aos deveres de humanidade e civilização, ao orgulho de um povo, a grandeza moral de uma nacionalidade, de certo não nos faltará à energia necessária para encará-lo um dia de modo decisivo, para resolvê-lo de modo proveitoso. (Carlos Chagas em 1912)
RECURSOS HUMANOS PARA OPERALIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDEMIAS
AGENTES DE ENDEMIAS
|
QUANTIDADE
|
| 1 | SUPERVISOR DE ENDEMIAS | 1 |
| 2 | SUPERVISOR DE ÁREA | 3 |
| 3 | AG. DE REFERÊNCIA E DIGITAÇÃO DO PCFAD E PCDCH | 1 |
| 4 | AG. DE PONTO ESTRATÉGICO | 2 |
| 5 | AG. DE COMBATE DA DOENÇA DE CHAGAS E LABORATÓRIO | 2 |
| 6 | AG. MOBILIZADOR SOCIAL | 3 |
| 7 | AG. FISCALIZADOR – LEI 1972/2010 | 1 |
| 8 | AG. DE CONTROLE DA DENGUE | 22 |
| TOTAL | 35 |
Um trabalho de relevante importância, é a educação em saúde para prevenir as doenças vetoriais endêmicas (destacando dengue entre outras) onde é realizada capacitações periódicas com agentes para instruir a comunidade escolar no sentido de informar e despertar a curiosidade científica, promovendo a participação comunitária desenvolvendo o elo de cidadania e voluntarismo, enfim, prevenir é um dever de toda sociedade e está em parceria com a educação.
Veja as fotos das mobilizações sociais na Galeria de fotos.
PRCA - PROGRAMA DE CONTROLE DA RAIVA ANIMAL
Com relação ao Programa de Raiva preconizado pela Organização Mundial á Saúde, a vacinação contra raiva em cães e gatos é uma das principais atividades. Com o desenvolvimento desta única ação, ao longo dos anos, foi possível uma queda significativa na incidência da raiva canina e da raiva humana.
Em Minas Gerais, as campanhas de vacinação canina e felina são realizadas anualmente pelas Secretarias Municipais de Saúde, sob coordenação da Secretaria de Estado de Saúde, através de suas Diretorias Regionais de Saúde; elas contam, ainda, com o apoio de diversos órgãos e instruções públicas e privadas.
O que é Raiva: a Raiva é uma doença mortal causada por um vírus. Ocorre em torno dos mamíferos, inclusive ao homem. Todos os mamíferos são transmissores da doença. O cão é principal transmissor da Raiva para o homem, seguido do morcego e do gato respectivamente.
Transmissão: A transmissão ocorre pela saliva do animal doente, principalmente pela mordida, por arranhaduras produzidas pelas unhas do animal, pelo contato da baba com a pele ferida, esfolada ou arranhada recentemente e pelo contato com as mucosas (olhos, bocas e narinas).
O vírus entra no ferimento, atinge os nervos, instalando-se no Sistema Nervoso Central (cérebro e médula), sendo eliminado pela saliva dos animais doentes.
Período de Incubação: É o período entre a penetração do vírus no organismo e aparecimento dos primeiros sintomas da doença. No homem, em média, é de 15 a 90 dias, podendo variar de 6 dias a 2 anos. No cão, pode variar de 10 dias a 1 ano.
O cão e gato transmitem a doença através da eliminação do vírus pela saliva que se inicia 3 a 5 dias dos primeiros sintomas e perdura por 5 a 7 dias. Assim, o período de transmissibilidade da raiva é de 8 a 12 dias nos cães e gatos. Com isso, o período de observação de 10 dias aplica-se exclusivamente a cães e gatos.
Como conhecer animal raivoso: O animal modifica o comportamento; normalmente para de comer; esonde-se em locais mais escuros; tenta beber água, mas não consegue engolir; quando preso, procura fugir de onde está; morde tudo o que vê pela frente (objetos, animais e pessoas); ele pode babar; seu latido fica rouco e prolongado, parecendo uivo. O animal pode parecer engasgado com um osso, pode ficar com "queixo duro", não abrindo ou fechando a boca. Por fim, ele fica paralítico e morre em 7 dias após o ínicio dos sintomas.
Se for agredido por cão ou gato: Não mate o animal, nem deixem que o matem. Prenda-o e observe-o, por 10 dias, dando-lhe água e comida com cuidado; não se aproxime nem deixe pessoas ou animais aproximarem dele; lave bem a ferida com água e sabão e procure uma unidade de saúde mais próxima de sua casa. Caso seja indicada a vacina pelo médico, tome corretamente as doses e informe a unidade de saúde o estado do animal durante o período de observação.
O que fazer para evitar a raiva: - Vacinar o cão e o gato contra a raiva, anualmente;
- Não deixar animais soltos na rua;
- Não alimentar animais sem dono, soltos na rua;
- Não deixar lixo com restos de comida onde cães e gatos possam alcançá-los;
- Não brincar com animais desconhecidos ou doentes;
- Não colocar a mão na boca para desengasgá-lo;
- Passear com animal preso em coleira, evitando contato com outros animais estranhos.
CAMPANHA DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL DE 2010
| CÃO | GATO | TOTAL |
| URABANA | RURAL | TOTAL | URABANA | RURAL | TOTAL | |
| 2.994 | 2.260 | 5.254 | 278 | 454 | 732 | 5.986 |
Veja as fotos da Campanha de Vacinação Urbana e Rural na Galeria de fotos.
CONTROLE BIOLÓGICO
O Serviço de Epidemiologia / Endemias mnatém uma unidade de multiplicação do (Poecilia Reticulata) um pequeno peixe conhecido como Lebiste, que tem como um dos principais ingredientes de sua dieta as larvas de mosquitos que desenvolvem no meio aquático, onde o emprego dessa espécie no controle biológico do Aedes Aegypti, transmissor de dengue, será eficaz reduzindo com isso o uso de larvicidas, (um procedimento que vem crescendo a cada ano e que pode acarretar em prejuízo para o meio ambiente).
O projeto foi elaborado e é desenvolvido pelo agente de endemias e estudante de Ciências Biológicas, UNIFOR - MG, Luis Henrique Vieira Mota; onde o mesmo recomenda que para cada 50 litros de água, são colocados um macho e duas fêmeas do Lebiste.
A espécie macho chega a medir 3,5 cm e a fêmea de 5 a 6 cm, de procriação abundante em 6 meses atinge a forma adulta e de 60 em 60 dias, gera em média 20 a 30 alevinos, além de ser muito resistente, sobrevivendo em ambientes com pouca oxigenação e certos níveis de poluição, resume Vieira Mota as características do peixe.
Daí, somada a dieta de larvas de mosquitos, a qualificação para o controle biológico do Aedes. Este controle biológico é direcionado para recipientes que comportem volume maior de água e que não possam ser cobertos, para reservatórios de abastecimento doméstico a recomendação básica, continua sendo a vedação com tampa, orienta o supervisor de endemias de Piumhi, José Cabral e os interessados devem contatar o serviço de endemias que fornecerá além de matrizes a orientação e manejo das espécies.
 |
|
PESMS - PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE E MOBILIZAÇÃO SOCIAL