segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A DENGUE MATA



Saúde Preventiva
Dengue
A prevenção é a única arma contra a doença.
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.A dengue pode ser transmitida por duas espécies de mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus), que picam durante o dia e a noite, ao contrário do mosquito comum, que pica durante a noite. Os transmissores de dengue, principalmente oAëdes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.). A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite.
A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.
Dengue Clássica
Febre alta com início súbito.
Forte dor de cabeça.
Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Perda do paladar e apetite.
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Náuseas e vômitos·
Tonturas.
Extremo cansaço.
Moleza e dor no corpo.
Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Dores abdominais fortes e contínuas.
Vômitos persistentes.
Pele pálida, fria e úmida.
Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Manchas vermelhas na pele.
Sonolência, agitação e confusão mental.
Sede excessiva e boca seca.
Pulso rápido e fraco.
Dificuldade respiratória.
Perda de consciência.
Mais informações no site:
http://www.dengue.org.br/dengue_sintomas.html
E lembre-se que o melhor caminho para se evitar a doença é a prevenção!

ESTAMOS JUNTOS SEMPRE

 
 
 
Endemias
 
 
 
Atenção, abrir em uma nova janela.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E COMBATE A ENDEMIAS

Em piumhi, a Vigilância Epidemiológica foi implantada em Janeiro de 2.000, desde então atua em vários programas importantes e necessários exigidos pelo Ministério da Saúde, com intuito de cumprir demandas, metas e atuar na prevenção e controle das doenças transmissíveis e ou contagiosas para evitar as epidemias das doenças.
A Vigilância Epidemiológica conta com uma equipe de profissionais que atua com propósito e objetivo de prevenir e evitar a propagação de doenças; entre esses profissionais existe um equipe de agentes operacionais de Endemias que toma medidas de controle e eliminação do vetor transmissor de dengue, o mosquito Aedes Aegypti.

Os agentes operacionais de Endemias também podem atuar no controle de outros vetores que possam transmitir Febre amarela, Leishmaniose, Esquistossomose, Chagas e raiva animal, entre outros que se possam se tornar endêmicos no município, seja na zona urbana ou zona rural.
Este programa é chamado PNCD (Plano nacional de controle da dengue), e é realizado através de uma contra partida entre município e ministério da saúde chamada PPI - VS (Programação Pactuada e Integrada - Vigilância em Saúde). Desta forma segue a execução deste importante trabalho dentro da sociedade que constitui várias etapas.


 

PE - PONTO ESTRATÉGICO
Existe também o controle em pontos estratégicos que são borracharias, ferro velho, oficinas e cemitério, enfim, onde há um grande número de materiais que possam acumular água e se tornarem um possível criadouro larvário, onde trabalhos é realizado quinzenalmente, também realiza a coleta de larvas para averiguar o índice de infestação, realiza-se eliminação, remoção e vedação dos recipientes, tratamento focal onde for necessário e borrifações periodicas com inseticidas afim de eliminar o mosquito adulto que possa estar alojado nos materiais periféricos, este tratamento é chamado de Perifocal.
Tratamento Perifocal (Borrifação)
Tratamento focal é realizado a cada bimestre totalizando 6 visitas domiciliares por ano, com o objetivo de orientar a população e descobrir focos do mosquito, eliminar água parada e efetuar tratamento quimíco.


Pesquisa larvaria - na rotina das visitas também é realizado o levantamento de índice, sendo um a cada bimestre. Concluindo 6 levantamentos por ano, o agente descobre os criadores larvarios e realiza coleta dessas larvas, classificam o tipo de recepiente, números de larvas coletadas e endereço de onde encontradas afim de traçar um perfil estatístico e enviam para a análise em laboratório.


"FORÇA TAREFA LOTE LIMPO"
Realizadas aos sábados, juntamente com o setor de limpeza urbana, com o objetivo de detectar os lotes com entulhos e muito lixo sendo realizada a limpeza e os lotes com mato alto foram roçados e os entulhos removidos.
A organização da Força Terefa (arrastão da limpeza) tem como objetivo, engajar a comunidade no propósito de participação efetiva no programa de prevenção da dengue. Iniciado dia 14/02/09 e concluído dia 26/05/09.
TOTAL
LOTE ABERTO567
LOTE FECHADO312
TOTAL DE LOTES LIMPOS335
TOTAL GERAL1214


UBV - ULTRA BAIXO VOLUME (FUMACÊ)
A partir do caso de dengue é preconizado efetuar o tratamento espacial, esse tipo de tratamento pode proceder da seguinte forma, sendo o UBV Portátil - Ultra Baixo Volume - (FUMACÊ), o qual tem sido utilizado como forma complementar á UBV pesada principalmente em áreas de díficil acesso, feito em uma cobertura completa na área selecionada ou quarteirões em um raio aproximadamente de 150 metros de um caso isolado no menor espaço de tempo possível.
PROGRAMA DE CONTROLE DA DOENÇA DE CHAGAS
Número de Triatomíneos (barbeiros) capturados X Triatomíneos infectados por Tripanossoma cruzi no período de 2005 a 2008 na zona rural do munícipio de Piumhi-MG.
Período Triatomíneos
2005 2006 2007 2008
2009
2010 *2011
Triatomíneos Capturados
9
20
39
27
28
2139
Triatomíneos Infectados
0
0
0
0
2
-02
Triatomíneos Não Infectados2137
Foco de Triatomíneos1312
OBS: * O ANO DE 2010 NÃO HOUVE TRIATOMÍNEOS INFECTADOS

Veja abaixo algumas das ações utilizadas no controle dos Barbeiros transmissores da doença de Chagas:

PESQUISA

BORRIFAÇÃO INTRA - DOMICILIAR


BORRIFAÇÃO PERI - DOMICILIAR
ECÓPOTO ARTIFICIAL TÍPICO PARA ALOJAMENTO DE
TRIATOMÍNEOS (BARBEIROS)


PANSTRONGYLUS MEGISTUS
Descrição:
Distribuição: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Identificação: Todas as espécies de Panstrongylus podem ser distinguidas dos outros gêneros pela inserção das antenas junto aos olhos. P. Megistus é facilmente distinguido das outras espécies do gênero pela sua coloração uniformemente preta com marcas vermelhas no conexixo. Uma variante clara foi descrita no estado da Bahia, Brasil.
Importância Vetorial: Anteriormente considerado o principal vetor da doença de Chagas no Sudeste do Brasil, foi progressivamente substituído pelo T. infestans em muitas áreas, podendo reinvadir as casas em regiões onde o T. infestans foi eliminado.
Habitat: Populações silvestres são encontradas em diferentes habitats silvestres, especialmente em tocas de gambás e tatus. Pode invadir o peridomicílio sendo capturado com frequencia em galinheiros.
Dispersão: Todos os estádios podem ser dispersos passivamente. Os adultos também podem se dispersar através do vôo e tem sido coletado em armadilhas luminosas.
OBS: Esta espécie é a mais numerosa encontrada na zona rural de Piumhi.
Dada a grande extensão da endemia, a difusão do inseto transmissor em vastas regiões do país, a infestação total dos domicílos na zonas rurais, sem dúvida este problema sanitário oferece dificudades práticas, todas de ordem econômica. Ligado, porém, como se acha ao desenvolvimento do trabalho, a prosperidade da agricultura, ao povoamento do solo, ao aperfeiçoamento da raça de nossos sertões, ligado ainda aos deveres de humanidade e civilização, ao orgulho de um povo, a grandeza moral de uma nacionalidade, de certo não nos faltará à energia necessária para encará-lo um dia de modo decisivo, para resolvê-lo de modo proveitoso. (Carlos Chagas em 1912)

RECURSOS HUMANOS PARA OPERALIZAÇÃO DO SERVIÇO DE ENDEMIAS
AGENTES DE ENDEMIAS
QUANTIDADE
1 SUPERVISOR DE ENDEMIAS1
2SUPERVISOR DE ÁREA3
3AG. DE REFERÊNCIA E DIGITAÇÃO DO PCFAD E PCDCH1
4AG. DE PONTO ESTRATÉGICO2
5AG. DE COMBATE DA DOENÇA DE CHAGAS E LABORATÓRIO2
6AG. MOBILIZADOR SOCIAL3
7AG. FISCALIZADOR – LEI 1972/20101
8AG. DE CONTROLE DA DENGUE22
TOTAL35

Um trabalho de relevante importância, é a educação em saúde para prevenir as doenças vetoriais endêmicas (destacando dengue entre outras) onde é realizada capacitações periódicas com agentes para instruir a comunidade escolar no sentido de informar e despertar a curiosidade científica, promovendo a participação comunitária desenvolvendo o elo de cidadania e voluntarismo, enfim, prevenir é um dever de toda sociedade e está em parceria com a educação.
Veja as fotos das mobilizações sociais na Galeria de fotos.

PRCA - PROGRAMA DE CONTROLE DA RAIVA ANIMAL
Com relação ao Programa de Raiva preconizado pela Organização Mundial á Saúde, a vacinação contra raiva em cães e gatos é uma das principais atividades. Com o desenvolvimento desta única ação, ao longo dos anos, foi possível uma queda significativa na incidência da raiva canina e da raiva humana.
Em Minas Gerais, as campanhas de vacinação canina e felina são realizadas anualmente pelas Secretarias Municipais de Saúde, sob coordenação da Secretaria de Estado de Saúde, através de suas Diretorias Regionais de Saúde; elas contam, ainda, com o apoio de diversos órgãos e instruções públicas e privadas.

O que é Raiva: a Raiva é uma doença mortal causada por um vírus. Ocorre em torno dos mamíferos, inclusive ao homem. Todos os mamíferos são transmissores da doença. O cão é principal transmissor da Raiva para o homem, seguido do morcego e do gato respectivamente.

Transmissão: A transmissão ocorre pela saliva do animal doente, principalmente pela mordida, por arranhaduras produzidas pelas unhas do animal, pelo contato da baba com a pele ferida, esfolada ou arranhada recentemente e pelo contato com as mucosas (olhos, bocas e narinas).
O vírus entra no ferimento, atinge os nervos, instalando-se no Sistema Nervoso Central (cérebro e médula), sendo eliminado pela saliva dos animais doentes.

Período de Incubação: É o período entre a penetração do vírus no organismo e aparecimento dos primeiros sintomas da doença. No homem, em média, é de 15 a 90 dias, podendo variar de 6 dias a 2 anos. No cão, pode variar de 10 dias a 1 ano.
O cão e gato transmitem a doença através da eliminação do vírus pela saliva que se inicia 3 a 5 dias dos primeiros sintomas e perdura por 5 a 7 dias. Assim, o período de transmissibilidade da raiva é de 8 a 12 dias nos cães e gatos. Com isso, o período de observação de 10 dias aplica-se exclusivamente a cães e gatos.
Como conhecer animal raivoso: O animal modifica o comportamento; normalmente para de comer; esonde-se em locais mais escuros; tenta beber água, mas não consegue engolir; quando preso, procura fugir de onde está; morde tudo o que vê pela frente (objetos, animais e pessoas); ele pode babar; seu latido fica rouco e prolongado, parecendo uivo. O animal pode parecer engasgado com um osso, pode ficar com "queixo duro", não abrindo ou fechando a boca. Por fim, ele fica paralítico e morre em 7 dias após o ínicio dos sintomas.
Se for agredido por cão ou gato: Não mate o animal, nem deixem que o matem. Prenda-o e observe-o, por 10 dias, dando-lhe água e comida com cuidado; não se aproxime nem deixe pessoas ou animais aproximarem dele; lave bem a ferida com água e sabão e procure uma unidade de saúde mais próxima de sua casa. Caso seja indicada a vacina pelo médico, tome corretamente as doses e informe a unidade de saúde o estado do animal durante o período de observação.
O que fazer para evitar a raiva: - Vacinar o cão e o gato contra a raiva, anualmente;
- Não deixar animais soltos na rua;
- Não alimentar animais sem dono, soltos na rua;
- Não deixar lixo com restos de comida onde cães e gatos possam alcançá-los;
- Não brincar com animais desconhecidos ou doentes;
- Não colocar a mão na boca para desengasgá-lo;
- Passear com animal preso em coleira, evitando contato com outros animais estranhos.


CAMPANHA DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL DE 2010
CÃO GATOTOTAL
URABANA RURAL TOTAL URABANA RURAL TOTAL
2.9942.2605.2542784547325.986
Veja as fotos da Campanha de Vacinação Urbana e Rural na Galeria de fotos.


CONTROLE BIOLÓGICO
O Serviço de Epidemiologia / Endemias mnatém uma unidade de multiplicação do (Poecilia Reticulata) um pequeno peixe conhecido como Lebiste, que tem como um dos principais ingredientes de sua dieta as larvas de mosquitos que desenvolvem no meio aquático, onde o emprego dessa espécie no controle biológico do Aedes Aegypti, transmissor de dengue, será eficaz reduzindo com isso o uso de larvicidas, (um procedimento que vem crescendo a cada ano e que pode acarretar em prejuízo para o meio ambiente).
O projeto foi elaborado e é desenvolvido pelo agente de endemias e estudante de Ciências Biológicas, UNIFOR - MG, Luis Henrique Vieira Mota; onde o mesmo recomenda que para cada 50 litros de água, são colocados um macho e duas fêmeas do Lebiste.
A espécie macho chega a medir 3,5 cm e a fêmea de 5 a 6 cm, de procriação abundante em 6 meses atinge a forma adulta e de 60 em 60 dias, gera em média 20 a 30 alevinos, além de ser muito resistente, sobrevivendo em ambientes com pouca oxigenação e certos níveis de poluição, resume Vieira Mota as características do peixe.
Daí, somada a dieta de larvas de mosquitos, a qualificação para o controle biológico do Aedes. Este controle biológico é direcionado para recipientes que comportem volume maior de água e que não possam ser cobertos, para reservatórios de abastecimento doméstico a recomendação básica, continua sendo a vedação com tampa, orienta o supervisor de endemias de Piumhi, José Cabral e os interessados devem contatar o serviço de endemias que fornecerá além de matrizes a orientação e manejo das espécies.


PESMS - PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE E MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Portaria eleva beneficio mensal dos agentes de saúde em R$ 950



Portaria eleva beneficio mensal dos agentes de saúde em R$ 950

Cerca de 2 mil secretários municipais de saúde participam de encontro em Brasília para conhecer melhor os programas e incentivos disponíveis pelo Ministério da SaúdeUma das portarias beneficia os agentes comunitários de saúde, com a fixação do valor de R$ 950 por agente a cada mês como incentivo financeiro.

Melhorar a qualidade da atenção básica, investir em infraestrutura, com construção, reforma e ampliação das unidades de saúde, e humanizar o atendimento à população. Estes são alguns dos desafios que os secretários municipais de saúde terão pelos próximos quatro anos. Cerca de 2 mil secretários, das 435 Regiões de Saúde existentes no País, estiveram presentes no encontro Acolhimento Nacional aos Secretários e Secretárias Municipais de Saúde, realizado pelo Ministério da Saúde entre quinta-feira (31) e sexta-feira (1), em Brasília. “A cada desafio, lembrem que vocês não estão sozinhos na tarefa de garantir uma saúde com qualidade aos brasileiros. Transforme sua gestão em uma marca histórica do Sistema Único de Saúde no seu município”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que fez a palestra de abertura do encontro na noite de quinta-feira.
Durante a abertura, o ministro assinou portarias que permitem disponibilizar os recursos anunciados esta semana para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento. Uma das portarias assinadas na quinta-feira institui do componente Construção de UBS Fluviais no âmbito do Programa de Requalificação de UBS aos municípios da Amazônia Legal e Pantanal Sul Matogrossense, o que permite o repasse fundo a fundo para prover infraestrutura adequada às equipes de Atenção Básica. O valor máximo dos incentivos financeiros para o financiamento da construção de cada UBSF é de R$ 1,6 milhão, dividido em três parcelas. O total de recursos será de R$ 102,4 milhões até o final da gestão.

Uma das portarias beneficia os agentes comunitários de saúde, com a fixação do valor de R$ 950 por agente a cada mês como incentivo financeiro. O valor praticado atualmente era de R$ 871/mês. Foi assinada ainda a portaria que permite que todos os municípios do Brasil tenham pelo menos uma equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). A portaria cria a modalidade 3 (de uma a duas equipes), e redefine os parâmetros de vinculação das modalidades 1 (de cinco a nove equipes) e 2 (de três a quatro equipes). Esta redefinição representa um aumento do teto de implantação dos NASFs para os municípios, com ampliação dos repasses financeiros federais. O NASF é uma equipe, integrada por profissionais de diferentes áreas de conhecimento que atuam em conjunto com os profissionais das equipes de Saúde da Família (SF), compartilhando e apoiando as práticas em saúde.
O encontro ocorreu durante toda esta sexta-feira (1), com a realização de oficinas coordenadas por representantes do Ministério da Saúde. Os secretários também contaram com salas de atendimentos para tirar dúvidas dos secretários sobre as ações do ministério. Esta é a primeira vez que o Ministério da Saúde realiza, em momento de transição, um encontro com os secretários de Saúde de todo o País, com o objetivo de ouvir, alinhar e apresentar as ações de saúde existentes.

Durante uma das oficinas, o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, afirmou que “é muito importante à aproximação do Governo Federal, que tem um elenco enorme de ofertas de financiamento para investimento e custeio para todos os municípios, independente do porte. Precisamos deixar claros aos municípios que a busca de recursos deve ser na Atenção Básica e nas Redes de Atenção à Saúde, como a Rede Cegonha, o programa Viver sem Limites, e o tratamento e prevenção do câncer”.

Ainda na avaliação do secretário Helvécio Magalhães, o foco dos municípios deve ser ainda o investimento em infraestrutura e tecnologia, como a implantação do sistema informatizado E-SUS, que tem como meta estar disponível a todo o país até 2014. Trata-se de um prontuário eletrônico que está sendo disponibilizado aos estados por meio de um software. A partir deste sistema, o gestor poderá, por exemplo, ter acesso a agenda dos médicos, acompanhar a produtividade dos profissionais contratados, e, ao mesmo tempo, unificar o sistema de informação. O Ministério da Saúde já está realizando licitação para garantir o mais rápido possível a conectividade de mais de 13 mil unidades de saúde ao sistema.

Já o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, também presente no evento, destacou alguns temas que têm despertado interesse dos secretários municipais de saúde, durante o evento. Entre eles está o Programa de Melhoria da Qualidade da Atenção Básica de Saúde (Pmaq), que busca melhorar a qualidades dos serviços, organiza e estrutura o sistema de saúde na atenção básica. Há ainda o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que teve início entre os anos de 2011 e 2012, e que em sua segunda edição, agora em 2013, já conta com a adesão de mais de 2 mil municípios inscritos e cerca de 6,7 mil médicos.

“Os incentivos para reforma, ampliação e construção de unidades de saúde também têm chamado a atenção dos secretários. Há também dúvidas sobre o Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP), que cria a Região de Saúde. Em 2012, os estados redefiniram suas regiões, totalizando hoje em 435. Essa definição ajuda, por exemplo, na elaboração do plano de investimento da região”, explica o secretário Odorico Monteiro

FIQUE POR DENTRO



Agentes Comunitários de Saúde têm direito de receber 14º salário

Os Agentes Comunitários de Saúde de todo o Brasil tem direito de receber uma vez por ano o Incentivo Adicional aos Agentes, parcela que ficou conhecida como o 14º salário

De acordo com a Portaria Nº 1.599, de 9 de julho de 2011 do Ministério da Saúde, cada Agente tem direito a receber o valor de R$ 750,00 (setecentos e cinqüenta reais). Infelizmente em muitos lugares do Brasil esse recurso extra não chega nas mãos desses profissionais.
Em alguns Estados desde a efetivação dos ACS como servidores públicos, iniciou uma grande discussão sobre o direito ou não dos ACS receberem esse INCENTIVO ADICIONAL no mês de Dezembro, mesmo que já tivesse recebido o seu 13º salário no mês do seu aniversário, já que essa é a regra geral dos Estatutos dos Servidores Públicos.
Para a maioria dos Prefeitos e Secretários Municipais de Saúde a praxe é usar referido valor como “compensação” do adiantamento feito pela Prefeitura do 13º salário do seu servidor ACS, ou ainda, utilizá-lo para aquisição de bicicletas, uniformes, equipamentos de trabalho, EPI’s, veículos para o PSF etc.
Porém, em 2009 o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e em 2010 o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás manifestaram pareceres favoráveis aos ACS, e através de decisões chegando a afirmar que é “ilegal” a utilização da verba de Incentivo Adicional dos ACS para “compensação” de pagamento de 13º salário ou qualquer outra despesa de natureza salarial, o diferenciando do incentivo de custeio, que pode ser usado para esse fim.
O Ministério Público goiano também se posiciona favoravelmente ao pagamento em espécie desse INCENTIVO ADICIONAL aos ACS, considerando-o um “plus “a sua remuneração, um bônus do Ministério da Saúde aos profissionais ACS.
Muitos prefeitos em reconhecimento do direito dos seus ACS estão pagando integralmente esse recurso. As formas utilizadas ainda são bastante variadas, assim, alguns o repassam como gratificação, outros como incentivo adicional e ainda temos o caso de Prefeitos que fizeram Leis Municipais regulamentando o repasse do Incentivo Adicional de forma definitiva.
A assessoria jurídica da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde orienta a seus associados interessados a protocolarem junto a seus gestores requerimento de pagamento imediato de referida verba, sabendo que, a resposta negativa ou mesmo a ausência de qualquer resposta após 15 dias de protocolado referido requerimento, ensejará o direito de pleitear o pagamento desse incentivo por via judicial.